 | Ausência | Oct 8, '08 12:20 PM for everyone |
O blog aqui anda meio esquecido, estou às voltas com as aulas, os filhos que vieram para Diadema e os projetos de escola. Além disso estou escrevendo muito, mas só nas (poucas) horas vagas. De qualquer forma em breve as aulas terminam e fico 3 meses em casa, aí é só alegria. Já estou preparando meu regresso, portanto em breve preparem-se para ver meu nome todo dia no seu "inbox".
Até lá!
Saudades de todos...
Estou cheia de tarefas e provas para corrigir, o semestre rendeu e foi muito bom colocar novas técnicas à prova, muitas deram resultado e o saldo ficou positivo. Por enquanto estou ainda cheia de serviço, por isso tenho entrado pouco aqui, espero ansiosamente pelas férias para descansar um pouco (que ninguém é de ferro) e também pra colocar as coisas em dia aqui. Sinto falta do contato quase diário que eu tinha antes com os amigos, mas aqui em Diadema o ritmo é outro, há muito mais alunos em cada classe, e com isso muito mais horas a passar na escola para atualizar cadastros, dar aulas de monitoria e preparar as aulas. Desde que cheguei aqui tive que me adaptar e foi muito bom porque eu já estava cansada daquele velho esquema, já estava dando as aulas no modo automático e isso é muito chato, tanto pra mim quanto pros alunos. Com as novas técnicas pude aperfeiçoar alguns pontos e o resultado foi uma margem muito menor de alunos de recuperação ou com notas baixas. As aulas também tornaram-se mais dinâmicas e os alunos participavam muito mais. Claro que há ainda alguns pontos a ajustar, mas isso vou fazendo no decorrer do semestre, mesmo porque cada classe é diferente e tem seu próprio perfil. Agora só restam mais alguns dias e já estarei de folga, aí é claro que pretendo dar uma geral por aqui, já que esse blog anda mais abandonado que túmulo de viúva. Que venham as férias!
(zailda coirano)
A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência. E o que vem a ser demência? Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais: problemas de memória, perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro...), problemas de comportamento e confusão mental. Quando falamos que as demências estão constituindo um sério problema de saúde pública em todo o mundo, temos que mostrar em números o que isto representa. Hoje temos, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, sendo 61% deles em países do terceiro mundo. Daqui a 25 anos terão 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%), nos países mais pobres! No Brasil, temos atualmente 1,2 milhões de idosos, aproximadamente, com algum grau de demência. Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada. Destacamos: | 1- IDADE: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com demência. Aos 65 anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%, quando se chega acima de 85-90 anos! 2- IDADE MATERNA: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à problemas demenciais na terceira idade. 3- HERANÇA GENÉTICA: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares). 4- TRAUMATISMO CRANIANO: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver demência. Não está provado. 5- ESCOLARIDADE: talvez, uma das razões do grande crescimento das demências, nos países mais pobres. O nível de escolaridade pode influir na tendência a ter Alzheimer. 6- TEORIA TÓXICA: principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado. | Quais sãos os sintomas? No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se... Reconhecemos três fases na evolução da doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns: FASE INICIAL: -
DISTRAÇÃO -
DIFICULDADE DE LEMBRAR NOMES E PALAVRAS -
ESQUECIMENTO CRESCENTE -
DIFICULDADE PARA APRENDER NOVAS INFORMAÇÕES -
DESORIENTAÇÃO EM AMBIENTES FAMILIARES -
LAPSOS PEQUENOS, MAS NÃO CARACTERÍSTICOS DE JULGAMENTO E COMPORTAMENTO -
REDUÇÃO DAS ATIVIDADES SOCIAIS DENTRO E FORA DE CASA FASE INTERMEDIÁRIA -
PERDA MARCANTE DA MEMÓRIA E DA ATIVIDADE COGNITIVA -
DETERIORAÇÃO DAS HABILIDADES VERBAIS, DIMINUIÇÃO DO CONTEÚDO E DA VARIAÇÃO DA FALA -
APRESENTA MAIS ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO: FRUSTRAÇÃO, IMPACIÊNCIA, INQUIETAÇÃO, AGRESSÃO VERBAL E FÍSICA -
ALUCINAÇÕES E DELÍRIOS -
INCAPACIDADE PARA CONVÍVIO SOCIAL AUTÔNOMO -
PERDE-SE COM FACILIDADE, TENDÊNCIA A FUGIR OU PERAMBULAR PELA CASA -
INICIA PERDA DO CONTROLE DA BEXIGA FASE AVANÇADA -
A FALA TORNA-SE MONOSSILÁBICA E, MAIS TARDE, DESAPARECE -
CONTINUA DELIRANDO -
TRANSTORNOS EMOCIONAIS E DE COMPORTAMENTO -
PERDA DO CONTROLE DA BEXIGA E DO INTESTINO -
PIORA DA MARCHA, TENDENDO A FICAR MAIS ASSENTADO OU NO LEITO -
ENRIGECIMENTO DAS ARTICULAÇÕES -
DIFICULDADE PARA ENGOLIR ALIMENTOS, EVOLUINDO PARA USO DE SONDA ENTERAL OU GASTROSTOMIA (SONDA DO ESTÔMAGO) -
MORTE.
Tenho mania de blogs, no começo era apenas para saciar minha compulsão por escrever, escrevia muito, em qualquer lugar, sobre qualquer coisa que tivesse na mente. Depois me interessei por códigos html, comecei a separar os blogs por assunto, forma, estado de humor... De lá para cá a coisa foi se multiplicando e agora fica até difícil "alimentar" todos eles, mas sempre estou aqui e ali postando alguma coisa. Idéias é que não me faltam, e uma coisa leva a outra... De qualquer forma, ficam aqui alguns endereços que tenho atualizado durante a semana, ok? Querendo é só dar uma passadinha pra conferir: - Corintiana até a morte - claro que esse só pode mesmo ser pra falar do Corinthians, o meu Timão, que mesmo estando agora (momentaneamente, diga-se de passagem) excluído da elite do futebol, nem por isso deixa nem deixará jamais de ser o time do coração.
- TV e seriados - durante muitos anos fui assídua telespectadora de muitos seriados, agora nem tantos mas continuo sendo fã do gênero que se popularizou ainda mais agora com a TV por assinatura, com canais exclusivos pra eles. Nesse blog posto o que encontro dos seriados que gosto ou gostei e comento alguns.
- Labirinto - aqui solto a criatividade pra mostrar alguma coisa que escrevo.
- Diadema - esse eu uso apenas pra falar da cidade de Diadema, onde moro desde julho de 2006, falo do povo, eventos, história da cidade, etc.
- MPB - adoro Música Popular Brasileira, sem dúvida é meu gênero favorito. Posto aqui alguns cantores e autores de que gosto, suas músicas e letras. É um blog bem musical, mas ainda está no começo, pretendo atualizá-lo constantemente.
- Amando Muito - blog criado numa época em que eu me sentia bem romântica (como agora, por exemplo... rss) e nele posto poemas românticos que escrevo.
Fui educada num colégio de freiras onde não aceitavam meninos, de forma que minha infância e grande parte de minha adolescência foi influenciada pela educação católica que eu recebia lá. As alunas da escola pertenciam à nata da sociedade araçatubense, da qual eu nunca fiz parte (graças a Deus), mas como minha tia dava aulas lá matriculou-me antes que eu entendesse exatamente onde eu estava. A maior sensação foi quando, na oitava série, fomos avisadas por uma emperdigada madre superiora que a partir da semana seguinte teríamos aulas de educação sexual. Nos entreolhamos, assustadas, mas antes que fizéssemos qualquer comentário ela, nos olhando por cima dos óculos ameaçadoramente plantados na ponta do nariz nos avisou que nenhum tipo de gracinha ou risadinha seria tolerado. As aulas eram dadas (para nossa total frustração e assombro) pela própria madre, e as perguntas deviam se limitar ao que estava sendo tratado, tomando-se todo o cuidado para não usar palavras chulas (ou seja, não dar nome aos bois), atitude que seria severamente punida. Lembro-me que numa dessas aulas aterrorizantes uma colega foi pra sala da madre superiora logo após perguntar o que era "corrimento", de forma que raramente nos atrevíamos a fazer qualquer tipo de comentário ou pergunta. A aula era cercada de uma atmosfera de gravidade e rigor absolutos, talvez para não permitir que nos empolgássemos com o assunto e perguntássemos coisas além do que se queria que soubéssemos. Minhas colegas de classe eram mais velhas que eu, e tenho certeza que algumas já conheciam o assunto na prática, mas eu assistia às aulas já a algum tempo sem fazer a menor idéia do que se tratava. Certo dia nossa distinta educadora, depois de desenhar um útero que parecia uma pera e um par de braços compridos (as trompas, creio eu) começou a discorrer sobre o fato de que na mulher casada (como fez questão de frisar) existia um certo "bichinho" que penetrava nos óvulos e daí vinham os bebês. Eu olhava pasma para aquela figura que mais parecia uma lâmpada maravilhosa de Aladim e me perguntava onde ficaria aquilo. Na cabeça? No nariz. Não, certamente no ouvido. E, intrigada com a preleção levantei tímidamente a mão para fazer uma pergunta. Após ignorar-me solenemente por alguns minutos (na certa esperando que eu desistisse) a madre pigarreou e, fuzilando-me com o olhar me disse um "sim?" que me derrubaria de pavor se eu não estivesse sentada. Levantei-me e, com a voz sumida e entrecortada pela timidez, perguntei: - Mas como o "bichinho" sabe que a mulher é casada? Ouviram-se algumas risadinhas abafadas no fundo da sala, rapidamente coibidas por duas estrondosas pancadas com uma régua de madeira que nossa querida educadora sempre trazia à mão (para facilitar as explicações, segundo ela. Ou para nos intimidar, conforme ficou provado em inúmeras ocasiões). Cessado o princípio de baderna, ela me olhou com ar de superioridade e me respondeu, da forma mais convicta que lhe foi possível: - Porque usam aliança. E já ia se virando novamente pra nos mostrar mais alguns detalhes da dantesca figura reproduzida na lousa, mas aí foi demais para minhas colegas espertinhas. Começaram a rir por debaixo da mão com que cobriam a boca, tentando não cair na gargalhada. Mas não foi possível. Em segundos a classe estourava inteira numa gargalhada colossal. Depois da bagunça que se seguiu, ficou claro que perdêramos para sempre nossas tão esperadas aulas de educação sexual. Mas enquanto a classe se escancarava de rir eu estava alheia a tudo, esforçando-me por arrancar, às pressas, a aliancinha que tinha na mão direita, dessas que vem junto com um doce, enquanto filosofava, assustada, sobre os insuspeitados perigos que corre uma mulher hoje em dia. (escrito por Zailda Mendes)
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